Nossa paixão

 
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Até parece
Que eu conhecia sempre você
Que me aparece
Quando eu não via jeito de ser
A gente esquece
Que a gente muda de bem-querer
Ah, se eu pudesse
Tinha esperado só por você
Quando amanhece
Eu ao meu lado vejo você
Eu digo em prece
Que a vida é linda como você
Eu que era louco
Eu que era triste
Deixei de ser
Até parece
Que só existe eu e você
 
 
(Vinicius de Moraes)
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Amar é mostrar-se vulnerável ao outro

A intimidade assusta, dá medo, porque o outro pode aproximar-se e descobrir que em nosso centro só existe o caos. A intimidade é permitir que o outro entre em tua reserva selvagem, que te veja ainda nas coisas que tu mesmo não consegues ver. Amar é mostrar-se vulnerável ao outro com a absoluta confiança de que o outro não tentará aproveitar-se da tua vulnerabilidade para converter-se em teu amo.Essa é a arte do amor, a mais esplendorosa alquimia que pode imaginar-se. O amor é uma arte, a maior da existência, também a mais difícil de praticar. A flor dourada é a mais difícil de criar. O amor como luxo, não como necessidade. Um estado da alma, não um fazer. Meu corpo inunda de felicidade, é o vazio.

 
(Luis Alberto Warat)

Não há vida sem o “nós dois”

 

Olho fundo nos seus olhos, e fica difícil não desejar ter seu par de pés junto aos meus na cama, num fim de tarde ou num desses domingos quietinhos, silenciosos.
Me pego pensando em como temos dado certo. Já parei pra pensar em como poderia ser a minha vida, sem o ‘’nós dois’’. Penso em como você fez surgir o primeiro botão de flor dentro de mim. E depois, já nem me lembro mais. Veio um vasto jardim, florindo até minha alma. Um sorriso, uma música, um cheiro, um gosto…ou vários. Tudo me lembra você. E me bate aquela saudade insistente, só pra alimentar esse meu amor. Fico louca só de pensar na hipótese de não tê-lo por perto.

(Aghata Paredes)

A verdade

 

A verdade é que eu amo quando você me abraça por traz e me da um beijinho na bochecha.Eu amo quando eu encosto a cabeça em teu peito e você me beija na testa,é como se eu estivesse protegida de todo e qualquer perigo.Eu amo seu jeitinho fofo de sentir ciúmes e de me proteger que não deixará nada de ruim nos acontecer.O fato é, eu amo tudo que venha de você,tudo que tenha você.

Vocabulário – Parte II

 

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Há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia…) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar. E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

 

(Leila Ferreira)

Uma questão de escolha

Nunca acreditei muito que amar era uma questão de escolha, até que foi me dada a opção de escolher. Escolhi e entendi: A perfeição está não no amor em si, mas e todo bem que ele traz, quando optamos dia após dia, sermos de alguma maneira melhores pra ter condições de amar e fazer das nossas escolhas o resultado final do que há tanto esperávamos.

(Camila Lourenço)

Não sei ser

 
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A gente se auto define todo o tempo, eu poderia ser assim ou assado. Fazer melhor, querer mais, superação, aceleração, multidão, decisão e os dias se vão. As pessoas não param para olhar, para ouvir, para refletir, não prestam atenção no outro é tudo a tempo e a hora. Sentenciado de qualquer maneira. Pessoas são etiquetadas e colocadas em prateleiras em ordem alfabética pra facilitar o serviço. Muitos dizem – eu já nasci pronto. Eu não. Vivo nascendo todos os dias. Meus passos tem ritmo de bossa nova e ainda sou poesia.
 

(Renata Fagundes)

Perceba-se. Sinta.

 

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Os olhos deveriam possuir câmeras. Filmadoras. Pra eternizarmos e guardarmos de forma mais concreta aqueles momentos que de vez em quando, faria bem reviver.
Como a primeira vez que seus olhos viram o mundo. Como a primeira vez que seu mundo em forma de retinas encontraram seu eterno porto seguro chamado mãe.
Reviver os primeiros passos, o primeiro beijo, a primeira palavra, a primeira ciranda, o momento do encontro com o primeiro brinquedo esperado. Reviver os momentos que ser feliz lhe parecia simples e alcançável. Reviver tudo nem que fosse revendo em câmera lenta todos aqueles momentos que te fizeram crer, sem perceber, que esse negócio de ser feliz até que existe sim.
De forma bem simples e clara, o bom seria mesmo é se existisse uma máquina do tempo para revivermos tudo aquilo que precisamos em alguns momentos para continuar, para acreditar. Pra ser feliz.
O primeiro eu te amo, a primeira vez que pegamos o filho no colo, o dia da formatura, a valsa do casamento, o último abraço da vó, o som da cantiga de ninar do avô, o último abraço do ente amado que se foi.
Mas, não há. (In)felizmente fomos limitados ao eterno agora, que de tão simples e presente, nem sempre é notado.
Se essa é nossa sentença final, estarmos presos num eterno presente que para a eternização de nossos momentos parece passar mais rápido que a velocidade da luz… se essa é nossa condição, eu te desejo sensibilidade o suficiente para perceber sentindo cada vão momento e cada cena mágica que todos os dias você protagoniza, mas nem sempre se dá conta.

 

(Camila Lourenço)

Vocabulário – Parte I

 

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Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa,olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter.

(Leila Ferreira)