Não sei ser

 
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A gente se auto define todo o tempo, eu poderia ser assim ou assado. Fazer melhor, querer mais, superação, aceleração, multidão, decisão e os dias se vão. As pessoas não param para olhar, para ouvir, para refletir, não prestam atenção no outro é tudo a tempo e a hora. Sentenciado de qualquer maneira. Pessoas são etiquetadas e colocadas em prateleiras em ordem alfabética pra facilitar o serviço. Muitos dizem – eu já nasci pronto. Eu não. Vivo nascendo todos os dias. Meus passos tem ritmo de bossa nova e ainda sou poesia.
 

(Renata Fagundes)

Perceba-se. Sinta.

 

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Os olhos deveriam possuir câmeras. Filmadoras. Pra eternizarmos e guardarmos de forma mais concreta aqueles momentos que de vez em quando, faria bem reviver.
Como a primeira vez que seus olhos viram o mundo. Como a primeira vez que seu mundo em forma de retinas encontraram seu eterno porto seguro chamado mãe.
Reviver os primeiros passos, o primeiro beijo, a primeira palavra, a primeira ciranda, o momento do encontro com o primeiro brinquedo esperado. Reviver os momentos que ser feliz lhe parecia simples e alcançável. Reviver tudo nem que fosse revendo em câmera lenta todos aqueles momentos que te fizeram crer, sem perceber, que esse negócio de ser feliz até que existe sim.
De forma bem simples e clara, o bom seria mesmo é se existisse uma máquina do tempo para revivermos tudo aquilo que precisamos em alguns momentos para continuar, para acreditar. Pra ser feliz.
O primeiro eu te amo, a primeira vez que pegamos o filho no colo, o dia da formatura, a valsa do casamento, o último abraço da vó, o som da cantiga de ninar do avô, o último abraço do ente amado que se foi.
Mas, não há. (In)felizmente fomos limitados ao eterno agora, que de tão simples e presente, nem sempre é notado.
Se essa é nossa sentença final, estarmos presos num eterno presente que para a eternização de nossos momentos parece passar mais rápido que a velocidade da luz… se essa é nossa condição, eu te desejo sensibilidade o suficiente para perceber sentindo cada vão momento e cada cena mágica que todos os dias você protagoniza, mas nem sempre se dá conta.

 

(Camila Lourenço)

Pedaços

 

  Encontrar o amor é mágico. É reencontrar pequenas partes nossas que foram perdidas pelo caminho. É achar pedacinhos que desconhecíamos. É descoberta, chegada, estranhamento, partida. A gente fica meio atordoado com novidades que chegam a todo instante. Dá uma sensação de paz. E uma certa desconfiança: mereço tudo isso? Encontrar o amor é alívio. É ter a certeza que os dias não serão mais solitários. É saber que no começo, no meio e no fim vai ter alguém ao seu lado. Não um alguém qualquer, mas o seu amor. Aquele que vai estar ao seu lado até o último capítulo. Por mais longos que sejam os intervalos comerciais.

 

 (Clarissa Corrêa)

Nexo

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Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes eu soube, pude, aceitei, ler. Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair. A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.

 O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.

 Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar.

(Ana Jácomo)

Lugar de repouso

 

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Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso se chama uma trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernas ou eternas, fizeram uma da outra seu lugar de repouso.


(Martha Medeiros)

Tem coisa melhor?

Não gosto de nada morno. Se não tiver paixão, se não tiver emoção, se não me arrancar do chão, não serve. Tem coisa melhor do que aquele telefonema no meio da tarde? Aquela ligação que te deixa com um sorriso apaixonado grudado na cara o resto do dia. Tem coisa melhor do que estar com alguém que te faz rir o tempo todo? Aquela pessoa que tem “aquela coisa que você não sabe explicar” que faz você não querer sair de perto dela nunca mais.


(Brena Braz)

The Who…

Todo mundo já viu a abertura do CSI, seriado sobre investigação criminal que é exibido na Record nas noites de segunda a sexta. O que pouca gente sabe é que a musica da abertura é um clássico de uma banda formada em 1964, internacionalmente conhecido como “THE WHO”. O grupo alcançou fama internacional, se tornou conhecido pelo dinamismo de suas apresentações e passou a ser considerado uma das maiores bandas de rock and roll de todos os tempos. Eles também são julgados pioneiros do estilo, popularizando entre outras coisas a ópera rock.

A PONTE RECOMENDA

Google lança o ART PROJECT

A Google disponibilizou  (02/06) o site Art Project, em que usuários podem fazer um tour entre museus de todo o mundo, visualizando imagens em 360º. O serviço pode ser acessado diretamente da página principal do Google Brasil.

Até o momento, os museus fotografados pelo Art Project são:

  • Alte Nationalgalerie, Berlin – Alemanha;
  • Freer Gallery of Art, Smithsonian, Washington DC – Estados Unidos;
  • The Frick Collection, Nova Iorque – Estados Unidos;
  • Gemäldegalerie, Berlin – Alemanha;
  • The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque – Estados Unidos;
  • MoMA, The Museum of Modern Art, Nova Iorque – Estados Unidos;
  • Museo Reina Sofia, Madri – Espanha;
  • Museo Thyssen – Bornemisza, Madri – Espanha;
  • Museum Kampa, Praga – Republica Checa;
  • National Gallery, Londres – Reino Unido;
  • Palace of Versailles – França;
  • Rijksmuseum, Amsterdam – Holanda;
  • The State Hermitage Museum, St Petersburg – Russia;
  • State Tretyakov Gallery, Moscou – Russia;
  • Tate Britain, Londres – Reino Unido;
  • Uffizi Gallery, Florença – Itália;
  • Van Gogh Museum, Amsterdam – Holanda.

Arte com máquina de escrever

A artista britânica Keira Rathbone, de 27 anos, faz arte de uma maneira, digamos, bem incomum. Ao invés de pincéis ou lápis, Keira usa máquinas de escrever para fazer desenhos e retratos incríveis. Keira começou a fazer artes experimentais com uma máquina de escrever quando estava na universidade. Ela comprou uma máquina velha numa feira, na esperança de que iria usá-la para escrever algo. Aos poucos ela percebeu que não conseguia escrever nada, então decidiu usá-la de uma forma de desenhar.

Seus primeiros resultados foram promissores, e logo ela percebeu que poderia explorar esta nova forma de arte e ir além.

Aos poucos ela estabeleceu o seu nicho e se tornou conhecida e elogiada no mundo da arte.

Keira Rathbone diz que ela simplesmente roda o cilindro para mover a folha de papel e usa diferentes caracteres para criar as formas que ela quer. Pode parecer fácil, mas criar obras tão detalhadas utilizando somente letras, números e símbolos de pontuação definitivamente não é tão simples.

 

 

 

 

As incríveis obras de arte com parafusos

Podemos dizer que Andrew Myers é um dos escultores mais pacientes dos dias de hoje. Andrew mora em Laguna Beach, na Califórnia, e é um artista que executa diversos procedimentos para criar estas incríveis obras de arte. Ele começa com uma base, um painel de madeira compensada e, em seguida, posiciona as páginas de um catálogo telefônico em cima. Depois ele desenha um rosto e faz de 8.000 a 10.000 furos manualmente. Para colocar os parafusos, Myers não utiliza nenhum programa de computador, ele simplesmente decide na hora o que precisa ser feito. O resultado é impressiontante!

 



A queda do muro – (1989) e suas músicas

O Muro de Berlim foi uma realidade e um símbolo da divisão da Alemanha em duas entidades estatais, a (RFA) e a(RDA). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América; e Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regimesoviético. O Muro de Berlim caiu no dia 9 de novembro de 1989, ação inicial da reunificação das duas Alemanhas.

Algumas bandas entenderam a época como inspiração:

“The Wall” – Pink Floyd – ( O muro )
Lançado em 1979, o álbum do hit “Another brick in the wall” é considerado um dos clássicos do rock progressivo. Apesar de não ser uma referência direta à Berlim, seu título acabou sendo associado ao muro após o show realizado pelo ex-integrante Roger Waters, que levou diversos artistas ao palco em 1990 para comemorar a queda.

Veja em: www.youtube.com/watch?v=M_bvT-DGcWw

“Wind of Change” – Scorpions
O “vento da mudança”, música da banda de origem alemã, falava sobre novas perspectivas, dos novos sonhos. Do mundo após o muro.

Veja em: www.youtube.com/watch?v=n4RjJKxsamQ