Coisas que a vida ensina

 

Amor não se implora, não se pede não se espera… Amor se vive ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovem.
Água é um Santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
A criatividade caminha junto com a falta de grana. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio. As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
A música é a sobremesa da vida. Acreditar, não faz de ninguém um tolo.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças à cerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida.

O amor… Ah, o amor… O amor derruba barreiras, une facções, quebra.
Destrói preconceitos, cura doenças… Não há vida decente sem amor!

E é certo quem ama, é muito amado. E vive a vida mais alegremente.

(Artur da Távola)

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Amor maduro

 

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O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso. Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.

O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se com o todo do pouco.
Não precisa nem quer nada do muito.
Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso.
É feito de compreensão, música e mistério.
É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança.
O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber. Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento.
Basta-se com a própria existência.
Alimenta-se do instante presente valorizado e importante porque redentor de todos os equívocos do passado.
O amor maduro é a regeneração de cada erro.
Ele é filho da capacidade de crer e continuar, é o sentimento que se manteve mais forte depois de todas as ameaças, guerras ou inundações existenciais com epidemias de ciúme.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados cheios de sementes.
Ele não pede, tem.
Não reivindica, consegue.
Não persegue, recebe.
Não exige, dá. Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.
Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.

(Artur da Távola)

Quem namora

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Namorar é a forma bonita de viver um amor.
Não namora quem cobra nem quem desconfia.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.

Namora, quem se embeleza em estado de amor.
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar mas espera,
quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão.
Namora, quem ri por bobagem, quem sente frios e calores
nas horas menos recomendáveis.

Não namora quem ofende, quem transforma a relação num
inferno, ainda que por amor.

Amor às vezes entorta, sabia?
E quando acontece, o feito pra bom faz-se ruim.

Não namora quem só fala em si e deseja o parceiro
apenas para a glória do próprio eu.

Não namora quem busca a compreensão
para a sua parte ruim.
O invejoso não namora. Tampouco o violento!

Namorados que se prezam têm a sua música.
E não temem se derreter quando ela toca.

Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro,
morderem o mesmo pastel, dividir a empada,
beber no mesmo copo.

Apreciam ternurinhas que matam
de vergonha fora do namoro
ou lhes parecem ridículas nos outros.

Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo
que sempre viu e jamais reparou.
Flores, árvores, a santidade, o perdão,
Deus tudo fica mais fácil para quem de verdade sabe
o que é namorar.

Por isso só namora
quem se descobre dono de um lindo amor.

Só namora quem não precisa explicar,
quem já começa a falar pelo fim,
quem consegue manifestar com clareza e facilidade
tudo o que fora do namoro é complicado.

Namora, quem diz:
“Precisamos muito conversar”;
e quem é capaz de perder tempo, muito tempo,
com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado,
degustar cada momento vivido
e recordar palavras, fotos e carícias…

Namora, quem fala da infância
e da fazenda das férias,quem aguarda com aflição
o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo
antes mesmo do primeiro “trim”.

Namora, quem namora,
quem à toa chora, quem rememora,
quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora, quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem,
de rio gelado e parque de diversões.

Namora, quem sonha, quem teima,
quem vive morrendo de amor
e quem morre vivendo de amar.

(Artur da Távola)